SAIR DO ARMÁRIO


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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Pensa duas vezes-Postais



SouthCrow

Pensa duas vezes

Pensa duas vezes


Associação ILGA Portugal promove a saúde sexual através do combate a pensamentos e crenças que podem colocar HSHs em risco de transmitir ou contrair o VIH/sida
A Associação ILGA Portugal* lança campanha que se debruça sobre quatro pensamentos e crenças específicos que muitos homens têm, antes e durante as relações sexuais com outros homens, e que os podem colocar em risco de transmitir ou contrair o VIH/sida. A saber: 1. os homens seropositivos dizem sempre aos seus parceiros sexuais que são seropositivos;2. numa relação, os homens são sempre honestos com o parceiro quando têm sexo desprotegido com terceiros;3. não é necessário usar preservativo numa relação afectiva estável;4. os homens seropositivos têm características físicas ou comportamentos que os distinguem dos seronegativos.
A campanha, disponível já se materializou numa colecção de quatro postais - cada um representando um pensamento ou crença - e será complementada posteriormente por cartazes para MUPI.
Estes postais serão distribuídos em locais de entretenimento frequentados por HSHs (homens que têm relações sexuais com outros homens) uma vez que naqueles se propiciam contactos conducentes a relações sexuais. Ao disponibilizar este material informativo em tais locais, visamos não só combater os referidos pensamentos e crenças, como fomentar a prática consistente de sexo protegido e, ao fazê-lo, contribuimos para diminuir os casos de transmissão ou contracção do VIH/sida ou de outras infecções sexualmente transmissíveis.
Trata-se da primeira de duas colecções de postais dirigidos a HSHs no âmbito de projecto com o apoio financeiro da Coordenação para Infecção VIH/sida (CNIVS) - Alto Comissariado da Saúde (http://www.sida.pt/).
SouthCrow

domingo, 4 de janeiro de 2009

Violência Doméstica


Violência Doméstica: Campanha em versão gay

" Em 2006, o juiz Pedro Albergaria redigiu um parecer, em nome da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, onde considerava que o crime de violência doméstica não existe quando se trata de casais homossexuais. Porque nestes casos, considerou o juiz, o agressor não tem ascendente sobre a vítima. Dois anos depois deste parecer, bastante criticado na altura, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) lança uma campanha que pretende alertar para a violência doméstica entre casais do mesmo sexo. O slogan é claro: “Grite pelos seus direitos – Violência doméstica entre pessoas do mesmo sexo é crime.”
A campanha arranca em Janeiro, abrange todo o país e vai ser apresentada em quatro suportes: cartazes de rua, desdobráveis, anúncios de imprensa e um site criado para o efeito. É uma iniciativa da APAV, em colaboração com a associação gay ILGA Portugal. “Queremos desmontar a ideia de que a violência doméstica só atinge casais heteros ou considerados problemáticos”, explica Rosa Saavedra, assessora da direcção da APAV.
“Os casais gays e os que aparentam ser felizes podem viver situações graves de violência”, acrescenta. Daí que as duas imagens da campanha – uma com um par lésbico, outra com um par gay masculino – embrulhem os sinais de violência física num ambiente quase paradisíaco (ver imagem).
É considerada violência doméstica “qualquer conduta ou omissão que inflija reiteradamente sofrimentos físicos, sexuais, psicológicos ou económicos, de modo directo ou indirecto a qualquer pessoa”. A definição, elaborada por uma comissão de peritos que acompanha a execução das políticas contra a Violência Doméstica, também explica um facto essencial: pode haver violência doméstica mesmo em casos em que a vítima não viva com o agressor.
Maus tratos (físicos, emocionais, verbais ou psicológicos), isolamento social, intimidação, ameaças, violência sexual e controlo económico são os vários géneros de violência doméstica previstos no Código Penal. É um crime público punido com penas de prisão que podem chegar aos cinco anos.
Segundo dados da PSP, entidade que recebe a maior parte das queixas relativas a este assunto, as mulheres são as principais vítimas, ou, pelo menos, as que mais se queixam. Em 2007 houve 13050 casos, sendo as mulheres 81 por cento das vítimas. Bruno Horta ." (in http://timeout.sapo.pt/news.asp?id_news=2754)

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