Da geração dos fins dos anos quarenta, fui crescendo e descobrindo, pela minha curiosidade, os corpos dos meus amigos de brincadeira e de escola. As aulas de ginástica e os balneários, eram por excelência, os melhores locais para os observar com olhares furtivos.
Não me eram indiferentes aqueles, mais maduros, onde já começavam a surgir as primeiras manifestações corporais da puberdade, adivinhando-se um futuro promissor quanto ao dote, possibilitando que eu desse largas à minha imaginação.
Não me eram indiferentes aqueles, mais maduros, onde já começavam a surgir as primeiras manifestações corporais da puberdade, adivinhando-se um futuro promissor quanto ao dote, possibilitando que eu desse largas à minha imaginação.
Envolvíamo-nos muitas vezes em jogos de adolescentes, em que o contacto físico era a razão para a sua prática e que ocultavam os impulsos sexuais próprios da nossa idade.
Nunca me afastei dessa curiosidade, que acabava por constituir um prazer visual e se reflectia nos momentos de masturbação em que diariamente me empenhava.
Sempre se elege na escola um amigo, aquele que se torna o nosso confidente e cúmplice. O Miguel (nome fictício), companheiro de turma, foi aquele com o qual comecei a sentir prazer em estar, sempre que podiamos. Os pequenos toques e empurrões, iam denunciando o que cada um de nós procurava no outro. Foi a dois que descobrimos o prazer de nos masturbarmos e, depois, eu já com mais à vontade, o sexo oral.
As namoradinhas foram sempre um insucesso. Talvez porque sempre me interessou mais estar na companhia de rapazes. Esses sim, constituiam a minha fonte de procura.
Depois, no percorrer dos anos, fui pondo em prática com outros, essa tendência homossexual, que desde sempre me acompanhou.
Nunca me confrontei com qualquer problema de não aceitação por ser diferente. Entendi-me sempre como “normal”. Eu, mas a sociedade e os meus pais não!
Foi escondendo o melhor que era capaz, a orientação sexual que sem eu determinar me acompanhou desde sempre.
Até que aos quarenta anos, pressionado pela família, por colegas e amigos, que sempre me bombardeavam com a estafada frase de “- Quando te casas?” ou “- Com essa idade estás à espera de quê?”, acabei por ceder e casar!
Um casamento programado e de conveniência para ambos, mas com pompa e circunstância.
Eu acabava de satisfazer a sociedade e partilhar a sua hipocrisia. Mas fiz-lhes a vontade. Naturalmente que os filhos nunca surgiram desse casamento.
Claro que nada é eterno e uma situação desconfortável com aquela, não poderia durar muito tempo. Mas ainda assim durou dez anos, continuando a manter sempre com homens a minha prática sexual. Aquela que realmente estava na minha génese. Até que finalmente me divorciei.
Hoje para a sociedade sou um DIVORCIADO! Mas o importante para ela, foi casar. Mesmo que tudo não tenha passado de uma farsa!
Nunca me afastei dessa curiosidade, que acabava por constituir um prazer visual e se reflectia nos momentos de masturbação em que diariamente me empenhava.
Sempre se elege na escola um amigo, aquele que se torna o nosso confidente e cúmplice. O Miguel (nome fictício), companheiro de turma, foi aquele com o qual comecei a sentir prazer em estar, sempre que podiamos. Os pequenos toques e empurrões, iam denunciando o que cada um de nós procurava no outro. Foi a dois que descobrimos o prazer de nos masturbarmos e, depois, eu já com mais à vontade, o sexo oral.
As namoradinhas foram sempre um insucesso. Talvez porque sempre me interessou mais estar na companhia de rapazes. Esses sim, constituiam a minha fonte de procura.
Depois, no percorrer dos anos, fui pondo em prática com outros, essa tendência homossexual, que desde sempre me acompanhou.
Nunca me confrontei com qualquer problema de não aceitação por ser diferente. Entendi-me sempre como “normal”. Eu, mas a sociedade e os meus pais não!
Foi escondendo o melhor que era capaz, a orientação sexual que sem eu determinar me acompanhou desde sempre.
Até que aos quarenta anos, pressionado pela família, por colegas e amigos, que sempre me bombardeavam com a estafada frase de “- Quando te casas?” ou “- Com essa idade estás à espera de quê?”, acabei por ceder e casar!
Um casamento programado e de conveniência para ambos, mas com pompa e circunstância.
Eu acabava de satisfazer a sociedade e partilhar a sua hipocrisia. Mas fiz-lhes a vontade. Naturalmente que os filhos nunca surgiram desse casamento.
Claro que nada é eterno e uma situação desconfortável com aquela, não poderia durar muito tempo. Mas ainda assim durou dez anos, continuando a manter sempre com homens a minha prática sexual. Aquela que realmente estava na minha génese. Até que finalmente me divorciei.
Hoje para a sociedade sou um DIVORCIADO! Mas o importante para ela, foi casar. Mesmo que tudo não tenha passado de uma farsa!
(Luso)

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